Do Sentir à Venda: Psicologização, Terapização e a Nova Função da Arte na Hipermodernidade
DOI:
https://doi.org/10.64966/rl.1588Palavras-chave:
Música, Emociones, Capitalismo, Neoliberalismo, EstéticaResumo
No contexto do capitalismo hipermoderno, a arte deixou de ser uma manifestação subjetiva e autônoma para se tornar uma técnica social de gestão emocional. Este artigo analisa criticamente como a arte – especialmente a música – tem sido transformada em um recurso instrumentalizado pelas dinâmicas do mercado e pelo ethos terapêutico, perdendo em grande medida seu potencial crítico. Por meio da análise de diversas teorias, examina-se a tensão entre a concepção da arte como expressão individual e sua mercantilização como ferramenta de regulação emocional. Argumenta-se que a precariedade criativa e a mercantilização das emoções afetam profundamente a subjetividade dos artistas, que precisam equilibrar seu desejo de autenticidade com as exigências do mercado. Por fim, explora-se a possibilidade de que a arte recupere sua capacidade crítica ao ser concebida não apenas como um meio de regulação emocional, mas também como um espaço dialógico de resistência frente às lógicas do capitalismo emocional.
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