Do Sentir à Venda: Psicologização, Terapização e a Nova Função da Arte na Hipermodernidade

Autores

  • Mauricio Toval-Gajardo Universidad Alberto Hurtado, Santiago, Chile; Universidad Gabriela Mistral, Santiago, Chile https://orcid.org/0000-0002-2548-9936
  • Alfonso Bonhomme Centro de Investigación para la Transformación SocioEducativa (CITSE), Facultad de Educación, Universidad Católica Silva Henríquez, Santiago, Chile https://orcid.org/0000-0002-9939-6177

DOI:

https://doi.org/10.64966/rl.1588

Palavras-chave:

Música, Emociones, Capitalismo, Neoliberalismo, Estética

Resumo

No contexto do capitalismo hipermoderno, a arte deixou de ser uma manifestação subjetiva e autônoma para se tornar uma técnica social de gestão emocional. Este artigo analisa criticamente como a arte – especialmente a música – tem sido transformada em um recurso instrumentalizado pelas dinâmicas do mercado e pelo ethos terapêutico, perdendo em grande medida seu potencial crítico. Por meio da análise de diversas teorias, examina-se a tensão entre a concepção da arte como expressão individual e sua mercantilização como ferramenta de regulação emocional. Argumenta-se que a precariedade criativa e a mercantilização das emoções afetam profundamente a subjetividade dos artistas, que precisam equilibrar seu desejo de autenticidade com as exigências do mercado. Por fim, explora-se a possibilidade de que a arte recupere sua capacidade crítica ao ser concebida não apenas como um meio de regulação emocional, mas também como um espaço dialógico de resistência frente às lógicas do capitalismo emocional.

Publicado

2026-11-05

Como Citar

Toval-Gajardo, M., & Bonhomme , A. (2026). Do Sentir à Venda: Psicologização, Terapização e a Nova Função da Arte na Hipermodernidade. Límite (Arica), 21. https://doi.org/10.64966/rl.1588

Edição

Seção

Artículos de Investigación

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